Sistemas antioxidantes são freqüentemente danificados por ROS, sendo que isso pode estar envolvido no processo de carcinogênese. ROS podem danificar o DNA e a multiplicação das células conduzindo a mutações e ao desenvolvimento tumoral, além de interferir diretamente na sinalização e crescimento celular.
Estudos têm mostrado que a apigenina exibe efeitos antiproliferativos sobre várias formas de câncer celular como por exemplo no câncer de próstata e induz mudanças morfológicas em algumas células. Já quercetina pode inibir o crescimento de células de tumor devido a sua ligação ao sítio de estrógeno nuclear tipo II.
Recentemente foi observado o efeito inibitório da cianidina, delfinidina, pelargonidina, petunidina e malvidina na proliferação de células humanas cancerígenas, originadas em diferentes partes do corpo como estômago, cólon, mama, pulmão e sistema nervoso central.
A maioria dos compostos fenólicos é dita como antioxidante, porém, algumas substâncias fenólicas podem exercer atividade pró-oxidante em condições específicas, como na presença de metais de transição. Estudos têm mostrado que metais induzem a autoxidação de alguns compostos fenólicos gerando radicais, e isso resulta em aumento da atividade redox na produção de ROS, incluindo H2O2. Por outro lado, alguns compostos fenólicos podem também exercer efeito antimutagênico e promover atividade antitumoral em doses baixas.
Referências:
Dornas, W.C. ; Oliveira, T.T. ; Rodrigues-das-Dores, R.G. ; Santos, A.F. ; Nagem, T.J. Flavonóides:potencial terapêutico no estresse oxidativo. Minas Gerais. Rev. Ciênc. Farm. Básica Apl., v. 28, n.3, p. 241- 249, 2007. Disponível em <http://serv-bib.fcfar.unesp.br/seer/index.php/Cien_Farm/article/view/235/230>. Acesso em 13 jan. 2018.
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