O cérebro é um órgão suscetível ao dano oxidativo devido a sua alta demanda por oxigênio e dos altos níveis de lipídios não saturados e metais como ferro, além, dos mecanismos deficientes em defesa antioxidativa.
Nesse contexto, ROS e peroxidação lipídica têm sido associadas a patogênese de diversos distúrbios neurológicos, como trauma cerebral, isquemia e doenças neurodegenerativas, como por exemplo Alzheimer. Assim, agentes farmacológicos são capazes de eliminar radicais livres e de inibir peroxidação lipídica, protegendo neurônios do dano oxidativo.
Pesquisadores comprovaram que o efeito protetor de quercetina, um flavonóide, foi maior que o da vitamina C, principalmente atuando na prevenção da redução de glutationa, e, protegendo o cérebro do estresse oxidativo induzido por neurotoxicidade. Além disso, foi investigado o efeito da dieta com o flavonóide rutina e óleo gálico sobre isquemia e reperfusão-induzida, o que mostrou que ambos administrados antes de isquemia cerebral poderiam varrer ROS e, conseqüentemente, atenuar isquemia cerebral global e dano cerebral induzido por reperfusão.
Referências:
Dornas, W.C. ; Oliveira, T.T. ; Rodrigues-das-Dores, R.G. ; Santos, A.F. ; Nagem, T.J. Flavonóides:potencial terapêutico no estresse oxidativo. Minas Gerais. Rev. Ciênc. Farm. Básica Apl., v. 28, n.3, p. 241- 249, 2007. Disponível em <http://serv-bib.fcfar.unesp.br/seer/index.php/Cien_Farm/article/view/235/230>. Acesso em 13 jan. 2018.
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