Estudos desenvolvidos no mundo inteiro, comprovam que o vinho, tomado em quantidade moderada, contribui para a saúde do organismo humano, aumentando a qualidade e o tempo de vida. As pesquisas relacionam o consumo moderado de vinho a benefícios à saúde humana, especificamente, no que diz respeito às doenças cardiovasculares, à quimioprevenção de vários tipos de câncer, e mesmo a doenças hepáticas e senilidade.
Análises químicas realizadas em vários tipos de vinho revelaram que eles contêm altos níveis de flavonóides e de outros polifenóis. As quantidades dessas substâncias presentes no vinho dependem da matéria-prima, tipo de uva, e das técnicas empregadas na fabricação dessa bebida. Os vinhos tintos têm, geralmente, níveis muito mais altos de substâncias fenólicas, como os flavonóides, do que os vinhos brancos. O vinho tinto contém de 1 a 2 gramas dessas substâncias por litro e no vinho branco a massa é bem menor (de 0,2 a 0,3 grama por litro).
Um estudo realizado no sul da França revelou que as variedades de vinhos tintos que apresentavam maiores quantidades de flavonóides e de outros polifenóis eram os dos tipos Cabernet-Sauvignon (2,6 gramas por litro), Egiodola (2,4 gramas por litro) e Syrah (2,3 gramas por litro). As variedades Merlot e Grenache continham de 1,8 a 2,0 gramas por litro. O vinho Chardonnay (branco) continha apenas 0,25 grama de substâncias fenólicas por litro.
O efeito cardioprotetor do vinho no corpo humano é atribuído principalmente ao resveratrol, cuja taxa de concentração é elevada em relação a outros bebidas e alimentos. O resveratrol é um flavonóide que promove uma elevação da taxa de colesterol HDL (bom colesterol) e diminuição do colesterol LDL (mau colesterol, responsável pelas lesões ateroscleróticas).
Em estudos publicados recentemente, sua atividade antiinflamatória foi demonstrada, através da supressão de edema que chegou a ser maior ou similar do que de algumas drogas anti-inflamatórias clássicas utilizadas na alopatia, como a fenilbutazona e a indometacina, ainda com uma vantagem em relação a elas: parece ser menos tóxico às células sadias. Essa ação deve-se à sua capacidade de inibir a formação de uma das principais enzimas mediadoras do processo inflamatório.
As propriedades do vinho também podem bloquear os mecanismos internos que podem causar aterosclerose, uma doença que leva a uma redução do diâmetro dos vasos sanguíneos, podendo resultar em seu entupimento.
Outras substâncias de ação antioxidante e antiinflamatória presentes na bebida são as catequinas, o ácido gálico, a malvidina, o ácido cafeico, a miricetina, a quercitina e o ácido sinápico.
Como qualquer bebida alcoólica, o vinho também causa problemas, quando ingerido além dos limites. Em 100 mL (metade de um copo) existem de 8 a 10 g de etanol. Portanto, ao beber quantidades excessivas de vinho, independente de sua qualidade, está sujeito a efeitos nocivos, como a desidratação do organismo e vasodilatação periférica, responsável pela cefaléia.
Referência:
PENNA, N. G.; HECKTHEUER, L.H.R. Vinho e Saúde, uma revisão. Infarma, v.16, nº 1-2, (Jan/Fev 2004) UFSM.
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